terça-feira, maio 27, 2008

da janela

(Tirada por mim em Março)
há um gato no telhado de zinco passeando a sua pele cortês mede a sua passada pela intriga armadilhada da mulher que no chão dá leite a outros três a mulher levanta-se veste os olhos no dar cobra o dia à noite as fugas do adormecer a morte não quer passar a mulher vê-se com o coração de sair veste de raposa o pescoço andando na porta ou na janela sai lenta a fugir o gato lento sem surpresa no telhado passeia erra independente
José Ribeiro Marto

1 comentário:

wandolas disse...

O enquadramento perfeito:o gato,a poesia e a música de fundo.
Bjinhos.