quinta-feira, março 20, 2008

lembranças

Ontem encontrei o primeiro "chefe" que tive. Já não se lembrava de mim. (Não me espanta: eu tenho esta peculiaridade de me tornar invisível na memória de algumas pessoas. A verdade é que, com o passar do tempo, tenho vindo a desenvolver a capacidade de tornar essas pessoas invisíveis na minha vida.) De súbito, lembrei-me de como era nova e inexperiente - obviamente no trabalho, mas também na vida -, da falta de tolerância e de solidariedade de muitos colegas de trabalho - ainda hoje se exibem "inchados" de sabedoria e de arrogância -, dos frios Invernos transmontanos que o clima ameno da Invicta me fizera esquecer, da solidão que me obrigava a lidar sozinha com os problemas que iam surgindo e que eram completamente novos para mim, da falta de transportes que me impedia de encontrar ao fim-de-semana conforto no "colinho" da casa dos pais... Também vivi nesse ano muitas experiências positivas, conheci pessoas que recordo com carinho, mas ontem só me ocorreram as lembranças más...

2 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Desenterra apenas as lembranças boas.
Está provado que as más, para além de não trazerem nada de bom, até fazem mal à saúde.

Beijinhos.

Duarte disse...

Enterra as lembranças más, traz à memória o que deve ser recordado e boa sorte nesta nova fase da tua vida. Procura separar o trigo do joio e cola-te a este último para que te nutra de muito positividade :) Beijinhos