terça-feira, novembro 07, 2006

depois da chuva

Abre a janela, e olha! 
Tudo o que vires é teu. 
A seiva que lutou em cada folha, 
E a fé que teve medo e se perdeu. 

Abre a janela, e colhe! 
É o que quiser a tua mão atenta: 
Água barrenta, 
Água que molhe, 
Água que mate a sede... 

Abre a janela, quanto mais não seja 
Para que haja um sorriso na parede! 

Miguel Torga 

Sei que, para alguns portugueses, neste momento, é impossível esboçar, depois da chuva, um sorriso. Apesar da mensagem aparentemente contraditória, não deixo de me sentir solidária com aqueles que perderam casas e outros pertences.

3 comentários:

Miguel disse...

A agua que agora caíu, evitaria tanta destruição no verão último.
É assim, cada vez mais um mumdo de contrastes e de injustiças aquele em que vivemos.
Que sejamos solidários e potenciemos tudo aquilo que é bom em nós...e quem sabe se não apagaremos fogos, ou serviremos de guarda-chuvas?

aprendiz de viajante disse...

Estou com o miguel nas suas palavras!... Bonito gesto de sensibilidade!

Um bjinho e fica bem.

Yashmeen disse...

Eu adoro chuva... mas dói-me pensar que ela destroi a felicidade de alguém. Por outro lado, o sol também seca o ganha-pão dos agricultores. Enfim, há sempre o lado menos bom, não é?