terça-feira, abril 25, 2006

Revolução

(Desconheço o autor da foto)
Como casa limpa Como chão varrido Como porta aberta Como puro início Como tempo novo Sem mancha nem vício Como a voz do mar Interior do povo Como página em branco Onde o poema emerge Como arquitectura Do homem que ergue Sua habitação Sophia de M. B. Andresen, 27 de Abril de 1974

6 comentários:

Isabel José António disse...

Cara Deep

Passei hoje por aqui e vim trazer a minha solidariedade.

Minha homenagem ao seu blog e ao 25 de Abril em forma de poema:

Como casa limpa, como chão varrido
Para que se receba em nosso lar
Uma lufada de ar fresco: Um amigo
Que nos traz a nova: Está no ar

A musica passa no rádio! Diferente!
Sente-se no ar o perfume a cravo
Queriamos todos viver o presente
Já na rua se ouvia: Viva! Bravo!

E uma multidão em vagas de mar
Inundou ruas, praças, avenidas
Grandola já estava a cantar
Abrindo portas às manhãs floridas

Nas gargantas os sonhos corriam
Nas praias os ventos amainavam
As flores já se entreabriam!
As vidas novas energias ganhavam

Tantos anos são já passados
Tantas tristezas e desilusões
Tantos lobos já disfarçados
Congeminando tramas nos porões

Mas ninguém pode retirar
Dos corações uma simples ideia
Que é sermos nós e aspirar
A ter da poesia toda a veia

Muito bonito este poema da Sophia.
Gostei muito de passar por esta sua "casa".

Se quiser passar na nossa está convidada.

Um beijinho

José António

Nilson Barcelli disse...

Um grande poema, de uma grande escritora para uma grande data.
Beijos.

astor disse...

pena que os do momento continuem a ser os do momento actualmente.

alyia disse...

Um poema lindo!
A foto não importa quem foi o autor importa sim o porquê e esse está lá

anatema disse...

Portugal es siempre como esa página en blanco, de donde emerge la ilusión, la esperanza, ese poema todavía por escribir.

Un abrazo.

Isabel José António disse...

Olá Deep

Obrigado pela visita à nossa "casinha".

Claro que pode utilizar o poema. Só lhe peço, se não lhe parecer mal, que diga de quem é, ok?

Um beijinho e volte sempre porque nós também voltaremos.

Um abraço.

José António